Seap do Pará reforça atuação estratégica em encontro nacional de inteligência penal

Enviado por caroline.rocha em Sex, 01/05/2026 - 18:08

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (Seap) participou, nos dias 28 e 29 de abril, em Brasília, da quinta edição do Encontro Nacional de Inteligência Penal. A agenda, promovida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), consolidou-se como um dos principais espaços de articulação técnica do país, reunindo profissionais da área para alinhar diretrizes e ampliar a eficiência no enfrentamento ao crime organizado.

 

Representando o Pará, integraram a programação o delegado Márcio Augusto Tork da Silva, titular da Assessoria de Segurança Institucional (ASI), o policial penal Pantoja e a policial penal federal Roise Carla.

 

A participação da comitiva paraense reforça o investimento contínuo do Estado na qualificação das ações de inteligência, com foco na inovação, no intercâmbio de experiências e na adoção de práticas cada vez mais integradas. Nesse contexto, o delegado Márcio Tork destacou o impacto direto do encontro no aprimoramento das estratégias adotadas no sistema prisional paraense.

 

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"A participação no V Encontro Nacional de Inteligência Penal representa mais do que presença institucional — reafirma o compromisso da Assessoria de Inteligência (ASI) com a constante atualização, integração e fortalecimento das ações de inteligência no sistema prisional. O intercâmbio de conhecimentos sobre temas estratégicos, como o combate às organizações criminosas, o uso de tecnologias no ambiente prisional, a produção de inteligência e a contrainteligência, contribui diretamente para o aprimoramento das nossas práticas e para a elevação do nível técnico-operacional da ASI", afirmou o delegado Márcio Tork, titular da ASI da Seap.

 

Ao ampliar a análise sobre os desdobramentos institucionais do encontro, o delegado enfatizou o papel da integração entre os órgãos como eixo central para respostas mais eficientes no campo da segurança.

 

"Eventos dessa natureza consolidam a importância da atuação integrada entre os órgãos de inteligência, permitindo a construção de soluções mais eficazes no enfrentamento à criminalidade organizada, além de fortalecer a governança e a segurança institucional. A ASI segue firme no propósito de produzir conhecimento qualificado, antecipar riscos e subsidiar a tomada de decisão, sempre alinhada às melhores práticas e às diretrizes nacionais de inteligência penal", acrescentou o delegado.

 

Na mesma linha, o policial penal Pantoja destacou o papel estratégico do intercâmbio entre os estados e a visibilidade das práticas desenvolvidas no Pará.

 

"Participar do V Encontro Nacional de Inteligência Penal foi uma oportunidade muito significativa para o Pará. Eventos como esse são fundamentais porque reúnem profissionais das 27 unidades federativas em torno de um objetivo comum: aprimorar as práticas de segurança pública no sistema penitenciário brasileiro. Tivemos a oportunidade de compartilhar com os demais estados uma experiência que vem sendo desenvolvida pela Assessoria de Segurança Institucional da SEAP/PA, com resultados concretos no enfrentamento à organizações criminosas. A troca de conhecimentos com colegas de todo o país enriquece o trabalho de cada instituição e fortalece a cooperação entre os estados. O Pará se orgulha de contribuir com esse processo e segue comprometido em aprimorar continuamente suas práticas em prol da segurança pública".

 

A programação do evento incluiu debates sobre o Mapa de Organizações Criminosas (ORCRIMs), a aplicação do Plano Nacional Pena Justa no campo da inteligência penal e a apresentação de experiências bem-sucedidas implementadas em diferentes estados brasileiros.

 

Outro destaque foi o fortalecimento da Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (RENIPEN), coordenada pela SENAPPEN, que articula os fluxos de informação entre os estados e o Sistema Penitenciário Federal (SPF). A atuação integrada da rede tem ampliado a capacidade de monitoramento, análise e resposta do Estado frente às dinâmicas do crime organizado.

 

A edição deste ano também reconheceu o trabalho de policiais penais e agências de inteligência que atuaram em apoio à ação humanitária em Juiz de Fora (MG), utilizando tecnologias do sistema prisional nas operações de busca por desaparecidos após eventos climáticos extremos.

 

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"É um evento importantíssimo para a inteligência penal brasileira, pois promove a troca de boas práticas e de informações. Também contribui para o alinhamento estratégico da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN, que atua como agência central de inteligência penitenciária no país, em articulação com as 27 agências estaduais e com a inteligência do Sistema Penitenciário Federal. Esse esforço conjunto fortalece a atuação integrada no enfrentamento ao crime organizado", destacou o secretário nacional de políticas penais substituto, Glautter Morais.