Custodiados do Pará assinam mobiliário da Vila COP

Enviado por fernanda.ferreira em Ter, 04/11/2025 - 12:13

 

 

Móveis da Vila COP30 carregam o selo da reinserção social e da mudança de vida

 

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Governador visita cômodo da Vila COP com móveis feitos por pessoas privadas de liberdade, em ação de reinserção social

 

 

Foto: Marco Santos / Ag.pará

 

As obras realizadas em Belém para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em 2025, vão muito além da infraestrutura. Entre os legados deixados para a cidade está o impacto humano gerado por iniciativas que unem trabalho, capacitação e novas perspectivas de vida.

 

Há quatro meses, 25 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs), custodiadas na Unidade de Custódia e Reinserção do Coqueiro (UCRC), trabalham na confecção e montagem de quase 3 mil móveis que compõem o mobiliário da Vila COP, espaço que abrigará lideranças e delegações de todo o mundo. A iniciativa integra o programa “Construindo Novas Histórias”, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), e simboliza a prática concreta da reinserção social por meio do trabalho.

 

 

Governador visita cômodo da Vila COP com móveis feitos por pessoas privadas de liberdade, em ação de reinserção social
Seap destaca que a reinserção social é o caminho mais sólido para transformar vidas

Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará

 

 

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Coronel QOPM Marco Antonio Sirotheau Corrêa Rodrigues, acompanhou de perto o processo de produção e montagem do mobiliário, nas oficinas de marcenaria instaladas na UCRC e nos espaços da Vila dos Líderes.

 

“São quase 3 mil móveis produzidos nas nossas oficinas e montados com a mão de obra carcerária. Esse é mais um exemplo de que a reinserção pelo trabalho muda a realidade de todos nós, ampliando a segurança pública por todo o Pará”, declarou o secretário.

 

Para Sirotheau, a reinserção social é o caminho mais sólido para transformar vidas. Ele destacou o simbolismo de ter o trabalho prisional presente em um evento de relevância mundial. “Eles estão ajudando a construir um evento que projeta Belém para o mundo. Reinserção social não é discurso, é prática. Nós acreditamos na mudança e estamos trabalhando para torná-la realidade”.

 

 

Seap destaca que a reinserção social é o caminho mais sólido para transformar vidas
Custodiados trabalham na confecção e montagem do conjunto mobiliário da Vila COP que receberá líderes mundiais

Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará

 

 

O diretor de Trabalho e Produção (DTP) da Seap, Belchior Machado, ressaltou o protagonismo das equipes nas obras estruturantes realizadas pelo Governo do Pará para a COP30. “Estamos em todas as obras que são basicamente estruturantes, não só para a COP, mas para a cidade de Belém em si e para o estado do Pará”, afirmou, lembrando que custodiados também atuaram em projetos como o Porto de Outeiro e Nova Doca.

 

Desde 2019, o número de custodiados envolvidos em atividades laborais cresceu de 1.600 para 5 mil, resultado direto da política de reinserção e qualificação profissional da Seap. “É um trabalho muito importante porque o trabalho prisional garante remissão de pena, qualificação profissional e também renda aos familiares dessas pessoas. Mais de 600 custodiados estiveram presentes nessas obras estruturantes para Belém e para o Pará. O trabalho prisional contribui de forma sobremaneira para a reinserção social”, destacou o diretor.

 

 

Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará
Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará

 

 

Além da renda e da remissão de pena, os programas oferecem capacitação em diferentes áreas, de marcenaria e elétrica a hidráulica e pintura, ampliando as possibilidades de recomeço.

 

“Nós temos essas qualificações todas no sistema prisional, e também na limpeza e manutenção daquelas obras que já foram entregues. além da pintura, da confecção de imóveis e de diversos outros equipamentos públicos”, completou Belchior.

 

 

Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará
Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará

 

 

O gerente de segurança da Seap, Lucas Pantoja, acompanha o grupo nas obras e observa a evolução técnica e pessoal de cada custodiado.

 

“Muitos chegaram aqui sem saber nada sobre marcenaria, nada sobre montagem. E a gente foi ensinando. Eles têm aprendido, se capacitado com novas funções, e a gente tem visto que se empenham nessa missão”, contou.

 

 

Texto: Márcio Sousa Seap/PA