Seap capacita servidores em técnicas cruciais para o controle de situações de risco no sistema prisional

Enviado por rivanildo.lima em Sex, 19/09/2025 - 09:24

 

Curso coordenado pela Escola de Administração Penitenciária (EAP) qualificou 40 integrantes dos grupos especiais Grupo em Ações Penitenciárias (GAP), Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e servidores da CIME (Central Integrada de Monitoramento Eletrônico)

 

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Escola de Administração Penitenciária (EAP), concluiu o Curso de Retenção e Contrarretenção (CRCR), voltado para integrantes das forças especializadas da instituição: Grupo em Ações Penitenciárias (GAP) e do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), além de servidores da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME).

 

Realizada no Centro de Instruções Especializadas (CIESP), a capacitação teve carga horária de 12 horas, sendo dividida em duas turmas, nos dias 16 e 17 de setembro. Uma das turmas foi destinada especificamente a servidores que concluíram recentemente o Curso de Padronização de Procedimentos Operacionais (CPPO), representando um importante complemento na sua formação continuada.

 

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Estratégico - O curso é considerado estratégico pela Seap, uma vez que treina os profissionais para impedir que armamentos e instrumentos de trabalho caiam em mãos erradas durante situações de confronto, garantindo a própria integridade física do agente e a segurança do sistema.

 

O CRCR combinou teoria e prática, simulando situações reais do cotidiano prisional. Os conteúdos abordados incluíram: Técnicas de Imobilização e Controle em Cenários Dinâmicos; Procedimentos de Defesa Pessoal Adaptados ao Contexto Institucional; Aspectos Legais e Éticos do Uso da Força, em conformidade com a jurisprudência e os regulamentos do sistema.

 

O diretor da EAP, Paulo Cunha, destacou que curso de retenção é um aprimoramento das técnicas já visitadas no CPPO e em outros cursos desenvolvidos pela EAP. Cunha afirma que é mais uma etapa, mais uma formação que a EAP oferece para os policiais penais, principalmente para as forças especiais e também aos que foram alunos do CPPO. “Com o compromisso do secretário Marco Antonio Sirotheau Corrêa Rodrigues de sempre estar trazendo técnicas avançadas do ponto de vista da atuação do policial penal”, ressaltou. 

 

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“Conseguimos trazer o instrutor Diego Maynard, e ele ministrou essa técnica para que a gente possa preservar a vida, a segurança do policial penal no seu ambiente de trabalho, preservando de algum ataque surpresa que ele possa sofrer. Então, ele aprende, ali, técnicas de defesa e de retenção desse possível ataque e de contrarretenção, para poder imobilizar, para poder fazer a defesa de um possível ataque que possa tentar lhe dominar ou lhe tirar o armamento”, complementou.

 

Eslaine Almeida, Comandante do GAP, enfatizou o caráter essencial da capacitação, destacando a importância do curso de retenção e contrarretenção, pois “garante a preservação da vida do operador. Assegura o controle do armamento e impede que nossa principal ferramenta de trabalho caia em mãos erradas. Essa instrução veio para aumentar o nível de reação dos nossos operadores do GAP, dando a cada um mais confiança e preparo diante de situações de risco. A retenção e contrarretenção não são apenas técnicas, mas ferramentas que garantem nossa sobrevivência e fortalecem a atuação do grupamento", definiu a comandante.

 

Diego Maynard, um dos instrutores do curso, destacou a aplicabilidade direta do treinamento. "O policial passa mais de 70% do tempo em combate velado, que as instituições não ensinam. Enquanto no Brasil só se treina o combate extensivo, aqui preparamos para ambas as realidades, mantendo o alerta constante tanto no trabalho quanto na vida pessoal”, justificou.

 

Para o instrutor, a necessidade de qualificar e capacitar o agente de segurança para situações de ataque é primordial. “Ensinamos contramedidas, técnicas e estratégias de confronto para evitar que detentos arrebatem o armamento do policial ou outros equipamentos, inclusive com objetos cortantes. Preparamos o profissional para se desvencilhar dessas situações sem ir ao solo, repelindo agressões com uso seletivo da força - na legalidade e com efetividade", defende.

 

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Mais segurança - O policial penal Amei Almeida foi um dos participantes do curso e comentou sobre o impacto direto que a capacitação terá em sua rotina de trabalho. "O curso é vital para nossa atuação. Como trabalhamos em proximidade constante com os internos, conhecer técnicas de retenção e contrarretenção nos permite desenvolver nossas atividades com muito mais segurança dentro da unidade”. 

 

Almeida também relatou que já testemunhou casos onde internos tentaram tomar a arma de policiais. “Com essas técnicas, estaremos mais preparados para lidar com situações de risco, seja em combate aproximado ou em discussões dentro do cárcere. Foi minha primeira vez com esta instrução específica. Tivemos uma base no CPPO, mas nada aprofundado como aqui. O que mais me surpreendeu foi o grau de conhecimento dos instrutores. São extremamente técnicos, sabem o que falam e têm vivência prática, não só teoria. Isso faz toda diferença para extrairmos o máximo conhecimento."

 

Investimento - A capacitação contínua dos servidores penitenciários representa um pilar fundamental na política de segurança da Seap. Cursos como o de Retenção e Contrarretenção reforçam o compromisso do Governo do Estado em fornecer ferramentas técnicas necessárias para o exercício profissional seguro e eficaz, contribuindo para a modernização do sistema prisional paraense e para a valorização dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública.

 

 

Texto: Márcio Sousa - NCS/Seap