Rigor é ampliado para saída temporária do Círio

Enviado por jaime.diniz em Qui, 10/10/2019 - 10:14

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Internos do regime semiaberto de onze unidades do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) começaram a sair em benefício da saída temporária nesta quinta-feira (10) e continuarão na próxima sexta-feira (11). O balanço total de saídas, alusivas ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré, será divulgado na sexta. Pela segunda vez, levando em consideração o rigor adotado em agosto para a saída de Dia dos Pais, os procedimentos de segurança foram ampliados e todos os internos saíram sob monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. Em agosto a saída dos detentos não influenciou para o aumento da criminalidade e os procedimentos adotados pela Susipe visam que o mesmo ocorra em outubro. 

 

Até o mês de julho a diminuição era de 26%, já em agosto (mês de saída temporária) e setembro, o índice de crimes caiu para 38%, sendo 50% em Belém e 58% em Ananindeua em comparação ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que, pela primeira vez, não houve aumento da criminalidade devido detentos estarem na rua por benefício de saída temporária. Os internos do sistema penitenciário paraense poderão ficar com as famílias durante as festividades de Nossa Senhora de Nazaré por sete dias. Após esse período deverão voltar para as unidades prisionais onde são custodiados. 

 

A Susipe tem realizado ações educativas e de fiscalização aos monitorados para entenderem que, após o uso da tornozeleira eletrônica, devem retornar ao cárcere ou terão a pena regredida. Com a criação do Grupo de Monitoramento e Recaptura (GMR), composto pelo Núcleo Gestor de Monitoração Eletrônica (NGME) e Comando de Operações Penitenciárias da Susipe, coloca-se em prática ainda o projeto Busca e Recaptura, no qual, desde 27 de setembro estão fazendo buscas e abordagens a monitorados que não estão cumprindo a Ordem Judicial. 

 

O diretor do NGME, Robervaldo Araújo, explica que o grupo está buscando as pessoas que descumprem as normas do monitoramento eletrônico e tomando as providências necessárias. "Se comprovado que houve a intenção de evasão, eles são imediatamente recolhidos em uma central de triagem e o juiz da causa é informado. Dependendo do caso, os apenados são orientados. Em outras ocasiões, quando não são encontrados nas residências, os familiares são orientados para que eles compareçam ao NGME. Muitos já compareceram por vontade própria", afirma. Além disso, os monitorados que estão na rua sob atitude suspeita, como parados muito tempo em frente a bancos, por exemplo, são abordados. O objetivo disso é a prevenção do crime.

 

O coronel Vicente Neto, comandante do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), da Susipe, que integra o GMR, explica que, com a experiência profissional envolvida está sendo possível encontrar os monitorados que apresentam irregularidades e contribuir para a segurança pública por meio de ações de combate e prevenção de crimes. "Por meio deste trabalho, que vem surgindo um grande efeito dentro da produção obtida com a presença do COPE representado pela SEAP, estamos oferecendo um grande ganho tanto pra Sociedade Paraense como para o Sistema Penitenciário". 

 

 

Por Vanessa Van Rooijen / Foto: Akira Onuma.